Os tempos modernos mudaram os bons conceitos e costumes em todos os aspcetos. Hoje no mercado de trabalho e por toda parte nossa geração vem testemunhando um declínio alarmante na arte de servir. A antiga idéia de serviço era que se fizesse algo em prol de outra pessoa, a fim de ajuda-la. Em nossos dias, nesta era do self service, “sirva-se a si mesmo”, a ênfase recai sobre a redução de custos de mão de obra afim de não diminuir o lucro.
A influência é tamanha que a disponibilidade de servir está desparecendo e até na Igreja, a ideia de ajudar o próximo perdeu muito terreno. É comum avaliarmos a qualidade do culto não como serviço, mas como nos sentimos bem, como o que que tem sido nos servido. Porém nosso Mestre disse que veio para servir e não para ser servido – Marcos 10:29-45
Nosso chamado como integrantes da igreja é para ministrar, ou seja dar, prestar, fornecer, servir e Inspirar. Os que tem ministérios segundo a Palavra de Deus não foram chamados apenas para serem professores ou para administrar, mas para restaurar almas, servindo-as.
Atente para o fato de que o espírito de serviço em ação é o transbordamento da vida cristã em prol do próximo, assim como o culto é o transbordamento da vida cristã na direção de Deus. Quando cultuamos a Deus estamos reagindo em função de quem é o Senhor e o que Ele faz, se adoramos a Deus deveremos estar fascinados porque Ele nos serviu.
Nossa reação diante do amor de Deus é humildade, inclinação, modéstia, simplicidade, submissão, e essa é a reação vertical do homem diante do Senhor Criador. Maravilhados diante do amor de Deus e em face à redenção que nos transferiu das trevas para o Reino de seu filho amado, devemos expressar nosso amor ao alcançar o próximo.
Urge que em cada cristão forme se a consciência de que o espírito de serviço é obediência, disposição e gratidão a Deus, ao expressarmo-nos em atos de amor às pessoas.
O conceito neotestamentário de servo apresenta duas facetas: ação em favor do próximo e submissão a um senhor,mostrando três dimensões do serviço na Bíbia. Primeiramente vemos demonstrada pela palavra grega diakonos, usada muitas vezes por todo Novo Testamento, que é traduzida por servo.
Depos, o outro termo grego é doulos, usado com mais freqüência ainda, a fim de descrever o povo de Deus, que significa escravo de Deus e servo dos homens. Doulos enfatiza a idéia de submissão e disposição para aceitar um estado de dependência; docilidade, obediência.
E finalmente a palavra é Litourqos que transmite a ideia de alguém a quem foi designado um trabalho especial a ser executado pelo estado. É usada por Paulo quando fala sobre a obra de evangelizar os gentios, conforme Romanos 15:16.
Pouca gente deseja ser doulos, diakonos ou um litourqos. Não é esse o anseio popular. Quem deseja acatar com respeito às pessoas ao seu redor? Quem quer servir alguém?
Por que o espírito de serviço é tão desprezado? Porque o espírito de serviço segundo a Bíblia, opõe se radicalmente aos valores do mundo.O mundo nos oferece uma atmosfera onde se desenvolvem interesses egoístas, porque o sistema do mungo é dirigido pelo própria senhor deste mundo, o próprio Satanás. Jo 12:31; 14:30; 16:11 .
O espírito de serviço cristão opõem-se aos valores do sistema do mundo. Se alguém ama o mundo ama os valores do mundo. E a Bíblia diz que o amor do Pai não está nele 1 Jo 2:15.
Jesus nos diz em Mateus 11:29 “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”. Jesus enfatizou o serviço no processo de discipulado, de formas que o espírito de serviço ocupa posição central no modo de viver segundo os princípios bíblicos, ainda que para o homem esses princípios se tornam muito incômodos para os que estão conformados segundo o padrão do mundo.
O segredo da felicidade está no servir. O verdadeiro espírito de serviço ganha de fato amigos, influencia pessoas, produz resultados que vão além dos nossos sonhos. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim à vontade daquele que me enviou”. João 6:38
Em Filipenses 2:1-11 encontramos a descrição de Jesus como servo. A ênfase aqui é que devemos manter a mesma atitude de Cristo que teve seis etapas de humilhação. Veja o versículo 6 trata da Sua dignidade pessoal. A palavra “forma” aqui indica mais do que formato e aparência. Indica a natureza e essência divina. Jesus não considerou vantagem a se explorar, nem dignidade a ser explorada. Cristo estava disposto a despir-se da sua glória.
Já no versículo 7 Cristo renuncia sua dignidade pessoal. Ele dá mais um passo em sua humilhação ao abrir mão de sua reputação – fama, renome, celebridade. Deliberadamente lançou um véu sobre sua majestade e poder, enquanto esteve na terra. Os únicos que viram a glória do Senhor no monte da transfiguração, foram Pedro, Tiago e João e foram orientados que guardassem em segredo até a sua ressurreição.
Nunca Jesus corrigiu as pessoas quando elas referiam se a ele como o carpinteiro, Ele não os corrigia. Nós freqüentemente fazemos as pessoas saberem “quem somos”.
Cristo assumiu o pape de servo (vs 7). Ele estava determinado a fazer a vontade de Deus na sua sua máxima expressão.A satisfação do Pai era a ordem que o impelia. Eis a posição que convém assumirmos, Jesus se submeteu.
A identificação de Jesus como homem, a fim de tornar-se nosso Redentor, é fato singular na história do universo, dando uma visão ampla da atitude de servo que o Senhor requer de seus seguidores. Jesus queria identificar-se com o ser humano.
Jesus nasceu nas condições adversas de uma família sem recursos. Não escolheu um palácio. Submeteu-se ao sofrimento, a riscos, sentiu fome, cansaço, tudo que se associa a um mundo amaldiçoado pelo pecado. E nós, como temos servido ao Senhor?
Os passos de Cristo na descida humilhante se iniciaram na glória de sua divindade, e se encerraram com sua humilhação na morte como criminoso, numa cruz romana. Convém aprendermos mais e nos conscientizarmos de que amar é servir, servir ao Senhor e uns aos outros.
Essa semana fui servido de forma sobrenatural por alguns irmãos da igreja, logo subiu ao meu coração trabalhar essa postagem reconhecendo o tão amoroso serviço prestado por aqueles amados, e anexo a essa postagem, segue o vídeo que marcou profundamente a minha vida em 17 de novembro de 2000 em Brasília e que dedico a esses servos que me cobriram de amor com uma atitude de serviço exemplar, ainda que aleguem serem uma "pequenina coisa".

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