sábado, 2 de dezembro de 2017

FORA DE HORA NÃO, É HONRA CERTA!








Só quem conhece essa foto seria capaz de descrever algo sobre. Parece fora de propósito não? Mas não é, é propositalmente de propósito. Uma foto de 7 anos anos e dois meses, tirada também num sábado como hoje, mas onde, o que traduz essa foto, o que há nessas imagens? Numa análise mais simples são mãos entrelaçadas, sobrepostas. Uma mão direita, hiper delicada, unhas bem feitas, sim preparadas para um dia, hora e momento da foto, um tempo especial, marcante, histórico, irrevogável e sempre estimulante à boa recordação. É um cumprimento do que bem escreveu o profeta Jeremias em seu livro de Lamentações, capítulo 3, versículo 21 - "...quero lembrar do que pode me dar esperança". Ah!, sim, como é bom! Olhos, mente e coração voltados à esperança. Esperança que sempre pinta um quadro do melhor, daquilo que virá, que trará maior alegria, porque a felicidade do ocorrido na foto já sucedeu e tornou se em perene, eterna e infindável. 

Que foto misteriosa é essa? Que tem o autor do blog hoje? Porque descreve sobre a foto, mas minimiza detalhes revelativos? Bem, não é bem assim. A foto não fala só de uma aliança, um consórcio nupcial, de um ato tão lindo ocorrido em 11 de setembro de 2010, às margens das piscinas de um elegante hotel. O principal dela é mostrar a benção matrimonial, mas essa além de única para os envolvidos, também fala de um gesto de unidade, de comunhão, de relação cordata entre bons irmãos de fé. Veja melhor a foto. A mão do varão de terno preto por baixo, a mão delicada da delicadérrima nubente, seguradas por uma mão forte, tendo por extensão um belo paletó de um terno cinza. A mão esquerda, a mão da autoridade que bem abraca o cimo das duas mãos dos proponentes de um amor infindável. A outra mão, a mão direita, já desgastada pelo tempo, mas a mão da benção, juntas, prontas, unidas e aptas para proclamar a benção maior da celebração.

Uma celebração  nupcial, com toque de celebração de unidade, comunhão e bom relacionamento entre pares. Sim, pares ministeriais. Homens que se respeitam e valorizam um ao outro. Que mantém  um estreitamento relacional acima do comum e ideal descrito pelo evangelho. São pastores, são amigos, são além de irmãos. Um suporta ao outro. Em oração, em troca de bons pareceres, em elogios, em bons abraços, quando possível, em mútuo aprendizado e respeito à cada um e suas atitudes. Quase não se vê isso, é meio difícil, mas é uma mostra do que diz as escrituras, na poesia inolvidável de Davi quando compôs a canção dos peregrinos : "Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como  irmãos!É como o azeite perfumado sobre a cabeça de Arão, que desce pelas suas barbas e pela gola do seu manto sacerdotal. É como o orvalho do monte Hermom, que cai sobre os montes de Sião. Pois é em Sião que o Senhor Deusdá a sua bênção, a vida para sempre."( Sl 133). 

Mas, o tempo passa, e com isso uma das mãos se separa temporariamente, as duas que juraram fidelidade, que devotaram amor infindável, a cada dia mais se ajustam no seu intento( seu mesmo, se tornaram um), as mãos que estavam por baixo, recebendo as bençãos continuam firme e de propósitos bem definidos e apresentados no altar da proclamação de que daquele dia diante em diante eram marido e mulher. Lindo casal, sou apaixonado por eles. As outras mãos, ratifico, se separaram. Uma laboriosa desde 1976 nessa praça, continua estendida e de bom procedimento, profetizando em ações e atos de fé que Mogi Guaçu alcance o seu dia de rendimento total ao pés dAquele nos chamou para o santo ministério. A outra mão, que serviu à igreja Presbiteriana local com tanto afinco, trabalho e desprendimento agora parte para Sorocaba, onde lá se levantará "como mão santa, sem ira e sem contenda" ( 1 Tm 2.8). 

Sempre pastor Junior, sempre, sempre mesmo, tive bom relacionamento com os pastores da Igreja Presbiteriana, assim como os de todas as demais, mas com essa, havia um "quê" especial. Foi logo por exemplo, após minha conversão que uma afinidade com o pastor José Eduardo Bornelli se efetivou, e esse me presentou com um livro profético, (olha aí presbiteriano também faz ato profético rsrsrsrs), Tesouro de ilustrações, com dedicatória e tudo. Reverendo Bornelli ia a minha casa, eu morava numa casinha de fundos, a Av.Pero Fernandes Sardinha, 67, no Paraíso, era solteiro ainda, e minha mãe oferecia lhe um cafézinho quentinho e ele como bom mineiro dizia: "só se for com leite". Pronto, o pedido era atendido.

Depois veio o grandão, Elias Dantas Filho, campeão de leitura nos anos 76 e 77 do Estadão na Biblioteca, depois Silas Nobre, Saulo, Efraim, Thales e Junior Lima ( e outros menos íntimos), mas sempre juntos. Agora de Jônatas, nem preciso falar...tem sido a minha âncora no momento difícil de saúde.

Então a mão da autoridade, o pastor Junior que se despediu dia 26, que já está em Sorocaba em constante vigília, porque se o "sorocaba japoneis more"(rsrsrsrs).Obrigado pastor Junior. Valeu todos esses anos de bom relacionamento, companheirismo, cumplicidade e afinidade. Pouca gente sabe, mas tem coisa que Pastor Junior tínhamos fechamento de questão. Certas cumbucas, nós não metíamos a mão de jeito nenhum. Éramos de comum acordo. Obrigadão Mestre...obrigado mesmo. Como aprendi contigo, com o seu blog, com o seu exemplo de vida. Vai, e fala tudo quanto por Deus te é mandado aos sorocabenses e faz altaneira a bandeira ensaguentada dAquele que nos comprou.

Já que eu postei a foto de uma benção matrimomial do dia 11 de setembro de 2010, com as lindas mãos dos lindérimos Carlos Alberto e Luciana, vou postar abaixo também uma cena de casamento de João e Amanda no dia 20 de novembro do mesmo ano, com os pastores mais lindos da cidade. Assim, desmancha o mistério e fica explicado que a Foto das mãos não foi postada fora de HORA, mas certamente por uma questão de HONRA!



PS - eu só era convidado para a cerimônia dos Carlos Alberto e Luciana, e o pastor Junior foi extremamente cordial em convidar me para fechar a cerimônia juntos. Nem preciso dizer do carinho e aquiescência tão louvável dos noivos. Foi lindo.Gratificante.

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