Desde menino meu pai tinha um jeito peculiar de chamar eu e meus três irmãos. Ele se postava em lugar um pouco mais alto onde morávamos, uma grande chácara onde de tudo se produzia, e de lá ele emitia um ritmado assobio para que nós os ouvíssemos e então era hora de parar as atividades daquele dia. Era interessante o jeito dele nos chamar e era um alívio ouvir aquele silvar, justamente porque significava que era hora de recolhermos, havia encerrado o serviço e daqui para frente era tempo de estarmos ao lado dele e de nossa mãezinha querida.
Isso ficou imprimido em minha mente, ou registrado nas minhas emoções em algum compartimento da alma, pois sempre quando eu e os meus filhos saíamos juntos e íamos a uma loja de departamentos ou um supermercado grande e alguns se dispersavam, eles já sabiam que quando eu assoviasse, de forma ritmada que eles já conheciam, iam procurando o som do assovio até nos reunirmos de novo.
De certa forma, um texto bíblico sempre me veio à mente após ter tido minha experiência com Cristo, e a recordação clara era Zacarias 10.8, ‘Eu lhes assobiarei, e os ajuntarei, porque eu os tenho remido; e multiplicar-se-ão como antes se tinham multiplicado’ – Zc 10.8.
Sei perfeitamente a alusão e do que se trata o texto aqui citado, mas eu como pensador cristão permito me a condição de sentir os efeitos espirituais de um Deus que chama da forma que quer e quando quer, e isso me faz pensar, por exemplo em toda a história da igreja que fui pastor por 27 anos, baseado e fundamentado exclusivamente em um livro, ou seja, a Bíblia Sagrada, que em certos períodos desse ministério, eu pensava que Deus chegava aos domingos e assoviava chamando o povo para o culto tamanho o numero de pessoas que se reuniam no templo.
Um desses períodos foi tipo 2000 a 2005, meu Deus, quanto gente se acotovelava nas simples e humildes, mas tão aconchegantes instalações do templo da igreja. Era um tempo que todos tinham satisfação de ir à igreja, o culto era regado por um louvor em linha com o Trono da Graça e Palavra essencialmente e basicamente bíblica, sem artefatos ou argumentos humanos tão corriqueiros hoje.
Com certeza eu poderia ilustrar inúmeros períodos com cultos mega lotados, mas essa semana uma série de fotos de junho de 2001, muito me chamou a atenção e eu gostaria de deixar nesse blog, um número de fotos que parecem dizer que de alguma maneira especial o Senhor os chamava para as celebrações dominicais, não se pode afirmar que era um assovio, mas com certeza, os que se faziam presentes, de alguma forma ouviam o chamado, por eles iam de bom grado, espontaneamente e como se fossem impelidos pelo lindo verso davídico que diz "alegrei me quando me disseram vamos à Casa do Senhor". (Sl 122.1).
De um jeito ou de outro, só sei que todos que iam aos cultos dominicais, eram alvos dos laços do amor de Deus que atraía o Seu povo.








































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